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[Tuesday, March 22, 2005]
Não te amo, quero-te: o amor vem da alma E eu na alma - tenho a calma, A calma do jazigo. Ai! não te amo, não.
Não te amo, quero-te: o amor é vida. E a vida - nem sentida A trago eu já comigo. Ai! não te amo, não!
Ai! não te amo, não: e só te quero De um querer bruto e fero Que o sangue me devora, Não chega ao coração.
Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela. Quem ama a aziaga estrela Que lhe luz na má hora Da sua perdição?
E quero-te, e não te amo, que é forçado. De mau, feitiço azado Este indigno furor. Mas oh! Não te amo, não!
E infame sou, porque te quero; e tanto Que de mim tenho espanto, De ti medo e terror... Mas amar!... não te amo, não!
Almeida Garrett
rabiscos de La Luna | 6:45 AM
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*Esse
layout é uma criação exclusiva de Bruno Maximus*
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